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Bloqueando - O Rio das Palavras Distorcidas

  • Foto do escritor: Ludwig Aramuni Goulart
    Ludwig Aramuni Goulart
  • 6 de mar. de 2025
  • 3 min de leitura

“Então, a serpente arrojou da sua boca, atrás da mulher, água como um rio, a fim de fazer com que ela fosse arrebatada pelo rio.” (Apocalipse 12:15). Existe uma palavra hebraica que define bem esse cenário: Alehom, que significa um ataque coletivo de difamação, uma enxurrada de críticas contra alguém. Mas há uma defesa para isso: a cruz.
“Então, a serpente arrojou da sua boca, atrás da mulher, água como um rio, a fim de fazer com que ela fosse arrebatada pelo rio.” (Apocalipse 12:15). Existe uma palavra hebraica que define bem esse cenário: Alehom, que significa um ataque coletivo de difamação, uma enxurrada de críticas contra alguém. Mas há uma defesa para isso: a cruz.

Desde o princípio, no jardim, Satanás não precisou usar força para afastar o ser humano do Criador. Ele apenas distorceu palavras. Com uma pergunta sutil, lançou dúvida no coração de Eva: “Foi assim que Deus disse: Não comereis de toda árvore do jardim?” (Gênesis 3:1). E, desde então, essa estratégia não mudou. O adversário segue torcendo falas, espalhando mal-entendidos e criando divisões. Basta uma palavra mal colocada, uma frase repetida fora de contexto, e pronto: o vínculo se rompe, a desconfiança cresce e a unidade se desfaz.


Quem decide caminhar em semelhança a Yeshua precisa estar preparado. Quanto mais nos rendemos ao caráter d’Ele, mais seremos alvo de interpretações distorcidas. Há sempre quem observe, esperando uma frase solta para transformar em acusação. Foi assim com o próprio Messias: “E, observando-o, mandaram espiões que se fingiam justos, para o apanharem em alguma palavra.” (Lucas 20:20). E conosco não será diferente.


Por isso, Apocalipse nos alerta sobre um rio que sai da boca da serpente, um fluxo constante de palavras venenosas, calúnias e rejeições, com o propósito de nos arrastar: “Então, a serpente arrojou da sua boca, atrás da mulher, água como um rio, a fim de fazer com que ela fosse arrebatada pelo rio.” (Apocalipse 12:15). Existe uma palavra hebraica que define bem esse cenário: Alehom, que significa um ataque coletivo de difamação, uma enxurrada de críticas contra alguém. Mas há uma defesa para isso: a cruz.


O que nos sustenta em meio às palavras distorcidas é a certeza de que Yeshua já venceu o acusador. Como está escrito: “Foi expulso o acusador de nossos irmãos, o mesmo que os acusa de dia e de noite, diante do nosso Deus.” (Apocalipse 12:10). Então, cabe a nós decidir: com quem nos parecemos? Com aquele que acusa, ou com Aquele que defende?


Porque a verdade é que muitos se perdem dentro desse rio sem perceber. Às vezes, até nossas orações se tornam disfarces para acusações. Começamos a expor diante do Criador as falhas dos irmãos, não para interceder, mas para reclamar. Buscamos conselhos com outros, mas na prática só espalhamos rumores, fortalecendo o fluxo da serpente.


O coração de Yeshua nos chama para outro caminho. Se fomos feridos, não esperamos que o outro venha até nós. “Se teu irmão pecar contra ti, vai argui-lo entre ti e ele só. Se ele te ouvir, ganhaste a teu irmão.” (Mateus 18:15). Se percebemos que ferimos alguém, a iniciativa também é nossa: “Se, pois, ao trazeres ao altar a tua oferta, ali te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa perante o altar a tua oferta, vai primeiro reconciliar-te com teu irmão.” (Mateus 5:23-24).


Em resumo, não importa quem começou. Quem carrega o Espírito de Yeshua sempre dá o primeiro passo. Isso porque o objetivo não é ter razão, mas ganhar de volta o coração do outro. Só que esse caminho exige algo profundo: perdão antes do diálogo. Reconciliação só acontece quando o espírito da cruz já nos quebrou por dentro.


Yeshua ensinou a Pedro que não basta perdoar sete vezes, mas setenta vezes sete (Mateus 18:22). E Paulo reforça: “Suportai-vos uns aos outros, perdoando-vos mutuamente, caso alguém tenha motivo de queixa contra outrem. Assim como o Criador vos perdoou, assim também perdoai vós.” (Colossenses 3:13).


E, quando não há mais forças, quando a dor fala mais alto, lembramos que não estamos sozinhos. “Se alguém pecar, temos Advogado junto ao Pai, Yeshua, o Justo.” (1 João 2:1). Ele é quem nos defende quando somos acusados injustamente. E Ele é quem nos capacita a defender nossos irmãos, mesmo quando tudo dentro de nós quer acusar.


Então, precisamos refletir:

Tenho alimentado o rio das palavras distorcidas?

Minhas conversas espalham vida ou morte?

Sou resposta de reconciliação ou combustível para divisão?


A maturidade do discípulo não está na quantidade de revelações que recebe, mas na velocidade com que decide perdoar e restaurar.

Ludwig Goulart

@ludsocial

 
 
 

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